Por José-Martinho Montero Santalha
Palestra era o nome de um “periódico mural”, elaborado no Seminário Menor de Mondonhedo (portanto, pela comunidade de “Latinos”, enquanto as revistas em papel Juventud e Trapecio forom publicadas pela comunidade de “Filósofos” do Seminário Maior). Deles ocupou-se Ángel Felpeto no seu artigo «Palestra y Trapecio, periódicos escolares», aparecido na web dos exseminaristas no 19 de novembro de 2020:
Felpeto descreve bem Palestra: era
“un espacio donde recogíamos noticias de prensa, fotografías, algo de humor y mucha noticia deportiva de orden interno, sin dejar a un lado el seguimiento de la Liga Nacional de Fútbol.
Nuestros “prefectos de disciplina” nos facilitaban el material, una gran bobina de papel de envolver de la cual cada semana cortábamos […] que pegábamos en la pared […] por donde pasábamos todos. Además, añadíamos acuarelas y carboncillos que hacían más atractivo el mural.
Noticias, editoriales, artículos, humor. Un grupo de entusiastas de esta actividad recopilaba –recopilábamos– material recortando noticias de prensa ya leída, de revistas que nos facilitaban los profesores y a cada una de ellas añadíamos un “bocadillo” comentándola. Lógicamente también publicábamos editoriales y artículos que solicitábamos a compañeros y profesorado, en este caso muchas de ellas manuscritas e ilustradas con algún dibujo del autor.
Había también espacio para el humor y la crítica que, desde el Rector hasta Casiano todo el mundo tomaba con buen humor”.
Francisco Martínez Sánchez (que todos conhecemos como Pacurri) explicou numa mensagem no grupo de WhatsApp dos exseminaristas com data 2 de março de 2026: “Palestra orixinouse na nosa clase de latín de 4º curso, baixo a tutela de Don José María Fernández”.
Quando, no meu terceiro curso de Latim e Humanidades (1959-60), cheguei a Mondonhedo, Palestra vinha editando-se desde havia já algum tempo. De feito, em maio desse curso celebrou-se uma festa com ocasião de publicar-se o número 100 (celebração sobre a qual será oportuno tratar noutro momento).
Os exemplares de Palestra conservarom-se muito tempo, apiloados num espaço vizinho ao pátio do Seminário Menor. Mas, segundo parece, nas últimas obras de remodelação do Seminário, tocou-lhes sofrer o fado das cousas que estorvavam, e forom eliminados… Se assim é, como parece, perdeu-se uma parte da história vital (ideias, inquietudes, sentimentos…), expressada de modo espontâneo e autêntico, da vida que desenvolvíamos naqueles anos.
Recordo vagamente ter publicado em Palestra alguns textos. Entre eles, em lembrança do nosso companheiro de curso falecido em primeiro, Ramiro Fernández Casabella, uma reprodução de um poema hispano-americano, do qual recordo os versos iniciais:
Como pasa el arroyo cristalino
salpicando de flores sus orillas
pasaste tú también sembrando flores
por el agrio sendero de la vida.
Conservo cópia de uns malíssimos rípios meus publicados na Palestra, intitulados «Mala señal» que transcrevo seguidamente:
Mala señal
Cuando la fenomenal
veleta de nuestra torre
su pico a Riotorto corre,
mala señal.
Cuando Juan Ramón Casal
una mirada dirige
al que las reglas infringe,
mala señal.
Cuando hacemos algún mal
y las orejas se pinta
Don José con roja tinta,
mala señal.
Cuando sucede algo tal
que Don José a Lombardero
le diga “En clase te espero”,
mala señal.
Cuando el señor Magistral
de la santidad no hable
por algo, sea o no grave,
mala señal.
Este vulgaríssimo poemastro humorístico apareceu publicado na Palestra do dia 19 de março de 1961, no meu quarto curso de Latim. Nele faz-se referência aos seminaristas Juan Ramón Casal, José Lombardero Corbeiras (meu companheiro de curso, já falecido), ao superior D. José María Fernández e ao Magistral da catedral e professor do Seminário D. Jesús Blanco (falecidos também ambos).
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